4.12.07

Trabalhando com Projetos

A globalização, a Internet e o avanço científico e tecnológico impõem uma ampla reflexão sobre o relacionamento conhecedor/conhecimento envolvendo não apenas a natureza e quantidade das informações disponíveis mas, fundamentalmente, os processos de geração e a apropriação do conhecimento.

Reconhecendo as limitações dos métodos tradicionais de ensino e da estrura curricular, ainda fundamentada em moldes fordistas, que não acompanham a rapidez das transformações sociais, e considerando as revolucionárias contribuições das novas tecnologias da informação para a apropriação do conhecimento, tal reflexão levará, certamente, a uma mudança do eixo ensino-aprendizagem deslocando o aprendiz para o centro do processo. O aprendiz deve assumir a responsabilidade pela obtenção de seu próprio conhecimento.

Como mudança de paradigma, algumas propostas devem ser consideradas: projetos de ensino (métodos de projetos), projetos de trabalho (aprendizagem por projetos), projetos-web (webquest), etc:

Os Projetos de Trabalho (Veja a entrevista com Hernández) permitem ao educador ultrapassar os limites do ensino por simples transmissão de conhecimentos, transferindo a responsabilidade do processo de construção do saber ao próprio aluno. É o aluno que assume o controle sobre sua aprendizagem, ao professor cabe a função de coordenar e articular a interação entre teoria e prática, entre o projeto político pedagógico da escola e a perspectiva desenhada pelo aluno.

A aprendizagem por projetos é uma atualização do “método de projetos” formulado por William H. Kilpatrick (1918) a partir das idéias de John Dewey.

“O termo Projeto tem sido quase uma palavra de ordem, no cotidiano escolar, porém, temos percebido que falta um pouco mais de reflexão a respeito dessa metodologia de trabalho. Propomos neste artigo refletir sobre este tema tão difundido sobre essa organização curricular na escola. Associando a idéia de mudança da postura didático-metodológica, pretendemos assim articular a idéia de escola ao nosso mundo globalizado, na tentativa de proporcionar aos educadores (e estudantes) essa colaboração que possa auxiliá-los a esclarecer um pouco mais sobre o assunto...Não há um consenso único sobre projeto como método de ensino ou como estratégia pedagógica. Este assunto, assim como todos os assuntos que partem dos conhecimentos das humanidades estão e estarão em constantes reflexões e construções, pois nós também estamos sendo construídos como sujeitos sociais e históricos a cada segundo...” A Banalização Do Termo “Projeto” No Cotidiano Escolar: Clarisse Massa e Andréia Massa


"Com a difusão da transdisciplinaridade na Educação, o Método de Projetos vem se destacando como o que melhor responde aos requerimentos dessa visão. No entanto, o seu uso adequado requer um marco conceitual (re)significado pelo professor que adota tal método. Esse método divulgado no Brasil pela Escola Nova tem sido (re)interpretado e também utilizado por docentes que se pautam por outros referenciais, como, por exemplo, os da Pedagogia Crítica. Nesse ressurgimento do interesse por esse método, também se percebe a abordagem simplista que omite a teoria pedagógica que o acompanha, passando-se a direcioná-lo pelo senso comum o que leva à reprodução do sistema social." Pedagogia ou Método de Projetos? Akiko Santos

“... Os professores que trabalham com projetos usando computador e propõem projetos para os alunos executarem estão praticando o ensino por projetos, uma forma equivocada de achar que estão trabalhando com projetos de aprendizagem. Quando um professor elabora um projeto para ser executado pelos alunos este não pode ser considerado dos alunos, mas, sim, do professor...A aprendizagem por projetos deve ser uma oportunidade para que os alunos possam pensar e julgar por si, desenvolvendo o pensamento, a autonomia e a criatividade..." Aprender por Projetos, Formar Educadores: Pedro Ferreira de Andrade: Apresentação (ppt) ... Texto completo

“... Os projetos se constituem em planos de trabalho e em um conjunto de tarefas que podem proporcionar uma aprendizagem em tempo real e diversificada. Além de favorecer a construção da autonomia e da autodisciplina, o trabalho com projetos pode tornar o processo de aprendizagem mais dinâmico, significativo e interessante para o aprendiz, deixando de existir a imposição dos conteúdos de maneira autoritária. A partir da escolha de um tema, o aprendiz realiza pesquisas, investiga, registra dados, formula hipóteses, tornando-se sujeito do seu próprio conhecimento...” Pedagogia de Projetos: Jacqueline D. Simões

“Os Projetos de Trabalho contribuem para uma (re)significação dos espaços de aprendizagem de tal forma que eles se voltem para a formação de sujeitos ativos, reflexivos, atuantes e participantes. (Hernandez, 1998)" Pedagogia de Projetos







Os projetos desenvolvidos pelos alunos na busca e construção do conhecimento pressupõem metodologias específicas: perguntas, observações, hipóteses, verificações experimentais e deduções para alcançar a solução dos problemas e dos questionamentos. Veja a postagem: método científico








WebQuest










O que é WebQuest?

WebQuest é uma metodologia de pesquisa na Internet, voltada para o processo educacional, estimulando a pesquisa e o pensamento crítico. É um modelo extremamente simples e rico para dimensionar usos educacionais da Web, com fundamento em aprendizagem cooperativa e processos investigativos na construção do saber, engajando os alunos e os professores num uso da Internet voltado para o processo educacional, estimulando a pesquisa, o pensamento crítico, o desenvolvimento dos professores, a produção de materiais e o pensamento crítico e protagonismo juvenis.

Como iniciar uma WebQuest?

Navegar na Internet pode ser um valioso processo de busca de informações na construção do conhecimento, gerando um rico ambiente interativo facilitador e motivador de aprendizagem, bem como pode ser um dispersivo e inútil coletador de dados sem relevância que não agregam qualidade pedagógica ao uso da rede.
Uma WebQuest parte da definição de um tema e objetivos por parte do professor, uma pesquisa inicial oferecendo uma variedade de links selecionados acerca do assunto, para consulta orientada dos alunos. Estes devem ter uma tarefa, exeqüível e interessante, que norteie a pesquisa. Para o trabalho em grupos, os alunos devem assumir papéis diferentes, como o de especialistas, visando gerar trocas entre eles. Tanto o material inicial como os resultados devem ser publicados na Web, online.

Que softwares devemos usar na criação de um WebQuest?

WebQuest não exige software específicos além dos utilizados comumente para navegar na rede, produzir páginas, textos e imagens. Isso faz com que seja muito fácil usar a capacidade instalada em cada escola, sem restrição de plataforma ou soluções, centrando a produção de WebQuests na metodologia pedagógica e na formação de docentes.

Duração

Uma webquest pode ser definida como sendo de curto prazo (até uma semana) ou de longo prazo (de uma semana até um mês ou mais).

Com a WEBQUEST, trabalha-se em forma de projetos de pesquisa, utilizando a idéia de aprendizagem colaborativa. É um espaço na WEB que irá facilitar e enriquecer o uso da Internet por professores e alunos.

Por que optar pela metodologia da WebQuest?

Nos últimos anos, uma das preocupações que tem nos despertado tem sido a baixa qualidade dos trabalhos acadêmicos, principalmente no que se refere a pesquisas realizadas na Internet, pesquisas são realizadas desprovidas de apoio e suporte dos educadores, onde a prática do “copiar-colar” acontece sem nenhuma leitura previa.

Percebemos que a Webquest desenvolve métodos eficientes para introduzir os alunos a utilizarem as novas tecnologias como ferramenta de maneira a assegurar a aprendizagem intimamente associada ao currículo, fornecendo modelos para associar pesquisa na web e resultado de aprendizagem de uma forma prática e confiável.

Vantagens da WebQuest:

As vantagens da WebQuest tem a ver com o fato de poder adaptá-la a uma grande variedade de ambientes de tecnologias e a muitas áreas diferentes de currículos, além de sistematizar a pesquisa na web, ambiente que pode dispersar o aluno.

Quais os elementos básicos de um Webquest?

Os elementos básicos de um WebQuest são:

• Uma introdução, que fornece informações básicas para despertar o interesse dos alunos pela tarefa;

• Uma tarefa interessante;

• Processo (ou etapas) a ser desenvolvido para completar a tarefa;

• Os recursos a serem utilizados são basicamente da Internet, mas outros dados, como informações obtidas em bibliotecas, podem sem incluídas;

• Orientação e organização de informação e conclusão da tarefa:

• Conclusão (o que foi aprendido com sugestões para mais aprendizagem);

• Autores

• Referências Bibliografias

As WebQuests fornecem a aprendizagem ativa em que o objetivo é a aquisição e integração do conhecimento. Através das atividades nas WebQuest o aluno lidará com uma quantidade significativa de novas informações, interpretando-as por síntese e análise e finalmente, transformando-as em conhecimentos.

WebQuests tornam-se atraentes quando se pode compartilhar entre professores, são atualizadas constantemente e pode ser usada de um ano para outro, o tempo não irá interferir nas atividades oferecidas pelos educadores.

Objetivos da Webquest:

• Modernizar modos de fazer educação;

• Garantir acesso a informações autênticas e atualizadas;

• Promover aprendizagem cooperativa;

• Desenvolver habilidades cognitivas;

• Transformar ativamente informações (em vez de apenas reproduzi-las);
• Incentivar criatividade;

• Favorecer o trabalho de autoria dos professores;

• Favorecer o compartilhar de saberes pedagógicos;

• Analisar os novos desafios com os quais se defrontará o trabalho do professor com a utilização das novas tecnologias;
• Investigar novas estratégias na utilização dos recursos oferecidos pela www no meio educacional;

• Analisar novas modalidades de ação e intervenção, em termos de participação nas consultas a diversos níveis: Fórum de discussão, lista de discussão, correio eletrônicos, chats etc.;
• Propor modalidade de intervenção, via a tentativa de criar um espaço de aprendizagem colaborativa entre os alunos no seu cotidiano;

• Promover a formação de recursos humanos e geração de conhecimentos, considerando que vários estudantes participarão ativamente da pesquisa;

• Promover os educandos a tornarem-se aprendizes ativos, solucionadores de problemas, pesquisadores e projetistas;

• Apresentar projetos utilizando a Internet, onde os alunos são responsáveis pela construção do conhecimento;

• Analisar dados num maior número de sites envolvendo os alunos eletronicamente, emitindo uma pesquisa, coletando respostas, analisando resultados, finalizando com a socialização dos resultados;

• Compartilhar observações e experiências vivenciadas por outros alunos que utilizam a Internet como ferramenta didática em suas pesquisas, experimentando o poder da multimídia da www.

Maria Aparecida Viana é coordenadora do Serviço de Informática Educacional, mestranda em Educação Brasileira pela Universidade Federal de Alagoas, professora de Novas Tecnologia no Curso de Pós - Graduação da Fundação Jayme de Altavilla – FEJAL


"WebQuest é uma atividade de aprendizagem que aproveita a imensa riqueza de informações que, dia a dia, cresce na Web. O conceito criado por Bernie Dodge como proposta metodológica para usar a Internet de forma criativa define "Webquest" como uma atividade investigativa com informações provenientes da Internet". Consulte os sites abaixo para saber mais. O que é WebQuest?

"Planejar / Formatar / Publicar: 1- Defina o tema. 2- Selecione as fontes de informação. 3- Delineie a Tarefa. 4- Estruture o Processo. 5- Escreva a Introdução. 6- Escreva a Conclusão. 7- Insira o conteúdo no gabarito. 8- Faça os acertos finais. 9- Publique a webquest". Como elaborar uma WebQuest?

Links


TEMAS E LINKS RELACIONADOS

"Benjamin Bloom identificou seis diferentes graus de complexidade cognitiva que tem sido usados nas últimas quatro décadas para estimular e desenvolver estudantes na habilidade de pensar". Taxonomia dos objetivos educacionais

Metodologia da pesquisa científica: Nance Beyer Nardi: Como fazer pesquisa?
”Por que escrever um relatório ou um resumo? O que considerar ao planejar um relatório ou um resumo? Como escrever um relatório? Como escrever um resumo? Lembrar de fazer... Lembrar de não fazer...”. Nance Beyer Nardi: Elaboração de relatórios e resumos científicos

”Metodologia do Trabalho Científico. Diretrizes para elaboração de projetos de pesquisa, monografias, dissertações, teses.” Cassandra Ribeiro O. Silva, Dr.Eng.: Diretrizes para a elaboração de projetos de pesquisa


Textos / Artigos / Elaboração de Projetos
Projetos de ensino e de trabalho .... Tecnologia de projetos.....PhpWebQuest (Projetos)
Microsoft Educaçional (projeto do professor)
Orientações para a elaboração do Projeto 2009 - Centro de Multimeios: Gov. Ceará
Elaboração de Projetos: UFSC

1.12.07

Ensino com Computador





"Multimídia permite ao usuário vasculhar um conjunto de informação, ou resolver problemas complexos, usando segmentos particulares de informação disponível, ou executar experiências por simulação, ou participar de excursões virtuais pelo cyberspace onde ele pode ver e fisicamente interagir com objetos em realidades virtuais. A programação instrucional está preocupada com este cenário, o período de brincadeira com tecnologia de multimídia está terminando e trabalho sério está a caminho em vários laboratórios de aprendizagem visando encontrar estruturas instrutivas e modos de apresentação adequados". Prof. Dr. Ludwig. J. Issing:
Conceitos básicos de didática para multimídia

“Inventar novos caminhos de problematização, atualizar conhecimentos, instituir o aprender a aprender em processos simultâneos individuais e grupais são maneiras de elaborar uma nova e também válida professoralidade...” Profª. Dra. Rita de Cássia M. T. Stano: Aproximações Pedagógicas / Educação a Distância

"Na educação o computador tem sido utilizado tanto para o ensino de computação, isto é, para adquirir conceitos computacionais, quanto para ensinar praticamente qualquer assunto, ou seja, ensino através do computador... O objetivo deste artigo é apresentar uma rápida descrição de cada um dos diferentes tipos de softwares, suas vantagens e desvantagens e as atuais tendências na área... " O Software Educativo: Vera Lúcia Camara F. Zacharias


"Este artigo aborda a importância das animações e das simulações no ensino da Física. Uma apresentação das afirmações de alguns de seus defensores é contrastada com as argumentações de parte relevante dos seus críticos.... A importância dos pressupostos e dos limites de validade das teorias é posta em destaque como uma forma de pôr em relevo aquilo que fundamenta as simulações computacionais utilizadas no ensino da Física." Possibilidades e Limitações das Simulações Computacionais no Ensino da Física: Alexandre de Medeiros e Cleide Farias de Medeiros

"...
Objetos de Aprendizagem (Learning Objects) podem ser definidos por "qualquer entidade, digital ou não digital, que possa ser utilizada, reutilizada ou referenciada durante o aprendizado suportado por tecnologias". Um exemplo brasileiro de construção de Objetos de Aprendizagem para a Educação Básica (Ensino Médio) é a Fábrica Virtual do RIVED..." Objetos de Aprendizagem Wikipedia
“Este trabalho descreve os princípios teóricos utilizados para a construção de OA - objetos digitais de aprendizagem fundamentados na teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel... Esses OAs - objetos digitais de aprendizagem se propõe a facilitar a aprendizagem de significados dos conteúdos relacionados ao ensino de ciências, fazendo um uso integrado de mapas conceituais, animação interativa e textos...”. Romero Tavares: Aprendizagem significatica e o ensino de ciências

LINKS
”O RIVED (Rede Interativa Virtual de Educação) é um programa da Secretaria de Educação a Distância - SEED, que tem por objetivo a produção de conteúdos pedagógicos digitais, na forma de objetos de aprendizagem. Tais conteúdos primam por estimular o raciocínio e o pensamento crítico dos estudantes, associando o potencial da informática às novas abordagens pedagógicas. A meta que se pretende atingir disponibilizando esses conteúdos digitais é melhorar a aprendizagem das disciplinas da educação básica e a formação cidadã do aluno.”. RIVED / MEC
O projeto "Centro Virtual Interamericano de Cooperação Solidária para a Formação de Educadores" tem como objetivo a criação de um portal educacional para dar suporte à formação de educadores para a integração das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) nas suas práticas pedagógicas, objetivando promover mudanças na escola pública. Este portal contém cursos, materiais de apoio pedagógico, software e publicações que podem ser usadas em ações de formação de educadores.”
A Experimentoteca-Ludoteca do IFUSP desenvolve recursos didáticos para o ensino de física no ensino fundamental e médio.

“Biblioteca nacional de aplicativos virtuais, é um projeto financiado pela “National Science Foundation (USA)”. Começou em 1999 com o objetivo a desenvolver uma biblioteca de aplicativos virtuais interativos (principalmente applets em Java), como apoio ao ensino de matemática fundamental através da Web
”: Utah State University
”O Modellus é um software para modelagem interativa com matemática. Professores e estudantes podem usar o Modellus para construir modelos matemáticos e explorá-los com animações, gráficos e tabelas... Os usuários do Modellus podem experimentar visualmente e interativamente com modelos e animações para melhor entender a matemática subjacente e as representações múltiplas de um modelo.”: Modellus Web Page

Veja no "BLOG DO TIÃO / DESAFIOS" uma grande variedade de links com jogos para desenvolver a concentração e o raciocínio Também, para o letramento e alfabetização matemática incluindo animações e atividades interativas para a aprendizagem nas diversas áreas do conhecimento.

O Projeto Político Pedagógico


“O projeto representa a oportunidade de a direção, a coordenação pedagógica, os professores e a comunidade, tomarem sua escola nas mãos, definir seu papel estratégico na educação das crianças e jovens, organizar suas ações, visando a atingir os objetivos que se propõem. É o ordenador, o norteador da vida escolar”: J. C. Libâneo

"Pensar em Projeto Político Pedagógico para qualquer escola, pressupõe que os educadores tenham um espaço onde possam se manifestar, que o processo da escola e suas experiências acumuladas sejam refletidas no texto. Que haja uma definição anterior sobre qual a concepção de Projeto Político Pedagógico será utilizada pelo grupo". Joan Subiratis: Construindo o Projeto Político Pedagógico

A Construção Coletiva do Projeto Político-Pedagógico: CADEP
“O presente artigo discute o significado de inovação e projeto político-pedagógico sob duas perspectivas: como uma ação regulatória ou técnica e como uma ação emancipatória ou edificante. A inovação regulatória significa assumir o projeto político-pedagógico como um conjunto de atividades que vão gerar um produto: um documento pronto e acabado. Nesse caso se deixa de lado o processo de produção coletiva. A inovação de cunho regulatório nega a diversidade de interesses e de atores que estão presentes. Sob a perspectiva emancipatória, a inovação e o projeto político-pedagógico estão articulados, integrando o processo com o produto porque o resultado final é não só um processo consolidado de inovação metodológica, na esteira de um projeto construído, executado e avaliado coletivamente, mas um produto inovador que provocará também rupturas epistemológicas.” Inovações e projeto político-pedagógico: uma relação regulatória ou emancipatória?: Ilma Passos Alencastro Veiga

“... Este artigo pretende mostrar como a construção de um projeto político-pedagógico pode contribuir para estabelecer novos paradigmas de gestão e de práticas pedagógicas que levem a instituição escolar a transgredir a chamada "educação tradicional", cujo conteudismo de inspiração positivista está longe de corresponder às necessidades e aos anseios de todos os que participam do cotidiano escolar...”. José Luís Salmaso e Raquel Maria Bortone Fermi: Projeto Político Pedagógico: uma perspectiva de identidade no exercício da autonomia

“...A crise paradigmática também atinge a escola e ela se pergunta sobre si mesma, sobre seu papel como instituição numa sociedade pós-moderna e pós-industrial, caracterizada pela globalização da economia e das comunicações, pelo pluralismo político, pela emergência do poder local. Nessa sociedade cresce a reivindicação pela autonomia contra toda forma de uniformização e o desejo de afirmação da singularidade de cada região, de cada língua etc...” Moacir Gadotti: O Projeto Político-Pedagógico da escola, na perspectiva de uma educação para a cidadania.

“Este artigo analisa os impactos das recentes mudanças na composição e a dinâmica do mercado de trabalho e seus impactos sobre a prática educativa de ensino fundamental e médio. Retrata, ainda, o quanto os projetos pedagógicos oficiais empregados em nosso país, em especial, no intervalo entre as décadas de 50 e 70, constituíram-se como barreiras para enfrentamento dos novos desafios pedagógicos. Analisa as reformas educacionais implementadas nos anos 80 e 90, ... ”. Rudá Ricci: O perfil do educador para o século XXI (de boi de coice a boi de cambão)

Links 
Projeto Político Pedagógico da EMEF Des. Sebastiao Nogueira de lima
Gestão democrática: Wikipedia
"Domíno Público"/ Vídeos: O projeto político-pedagógico: Conceitos e significados. Parte I, Parte II e Parte III.

Teorias de Aprendizagem

Aprender é um processo de aquisição de conhecimentos, habilidades, valores e essencialmente de desenvolvimento da capacidade de pensar, julgar e empregar conceitos que conduzam às mudanças de atitudes e de comportamentos...
A educação pode ser definida como a tentativa consciente de promover a aprendizagem de outras pessoas...
Tradicionalmente, a análise desta tentativa centrou-se em torno do ensino direto por parte dos professores. Agora, com a mudança de paradigma educacional, aprender significa ir além da instrução direta e pode ser promovida em ambientes criativos e/ou virtuais de aprendizagem...Quando o termo educação é combinado com entretenimento, o termo edutrenimento passa a ser uma reconstrução. Edutrenimento chamado ‘e-learning’ contém novos métodos e práticas que permitem uma aprendizagem mais rápida, de maneira mais eficiente e divertida. A idéia é geralmente combinar jogos com a aprendizagem, com apoio de softwares e cursos interativos. Há também blogs... ". Aprendizagem: Wikipedia

"... As teorias da aprendizagem que predominam nas tendências da educação contemporânea são aquelas desenvolvidas por Jean Piaget e as desenvolvidas por Vygotsky, porém muitas outras teorias encontram-se presente nas práticas educativas desde os primórdios..." Wikipedia: Teorias da Aprendizagem
“Pedagogia do trabalho: os alunos aprendem fazendo/produzindo. O Trabalho Cooperativo é baseado na existência de cooperação durante o processo de ensino-aprendizagem. A Aprendizagem é baseada no Inquérito: método de pesquisa envolvendo trabalho em grupo. “Método Natural”: baseado na teoria da aprendizagem indutiva. Centros de Interesse: baseado no interesse e curiosidades naturais da criança para conhecer”. Célestine Freinet: Precisamos restabelecer o circuito para ligar a escola à realidade
Este seminário tem por objectivo debater a aprendizagem da ciência, à luz da Teoria da Aprendizagem Significativa (TAS) – Meaningful Learning Theory. Ela tem vindo a ser pesquisada e discutida um pouco por todo o lado, mas os principais contributos que até hoje lhe foram dados devem-se, por ordem decrescente de importância, a David Ausubel, Joseph Novak e D Bob Gowin. Serão discutidos (as): As ideias mais relevantes da TAS. Os seus fundamentos epistemológicos e psicológicos...”. Jorge Valadares: A aprendizagem significativa da ciência

“... O aluno que hoje freqüenta uma escola infelizmente ainda vê o conhecimento como algo muito distante da sua realidade, pouco aproveitável ou significativo nas suas necessidades cotidianas. Na sua teoria, Ausubel apresenta uma aprendizagem que tenha como ambiente uma comunicação eficaz, respeite e conduza o aluno a imaginar-se como parte integrante desse novo conhecimento através de elos, de termos familiares a ele...” Adriana Pelizzari. Maria de Lurdes Kriegl. Márcia Pirih Baron. Nelcy Teresinha Lubi Finck. Solange Inês Dorocinski: Teoria da aprendizagem significativa segundo Ausubel

“...A Pedagogia Crítica sugere que a música, como parte do nosso passado cultural, atual e futuro, tem o poder de liberar os alunos e os seus professores dos estereótipos atuais sobre músicas e músicos, e incentiva um raciocínio crítico, uma ação crítica, e um sentimento crítico. Coloca a música em um contexto social, político e cultural que resulta em uma conexão do que Freire chama a "palavra", que em nosso caso é a música, ao mundo...”. Frank Abrahams, Ed. D. Professor de Educação Musical Westminster Choir College of Rider University Princeton, New Jersey: Aplicação da pedagogia crítica ao ensino e aprendizagem de música
“O presente artigo desenvolve-se em torno do estatuto epistemológico da hipótese e da experimentação, numa perspectiva de transposição para o campo da Educação em Ciência. Não se trata de olhar aquela vertente pela estrita óptica dos epistemólogos, mas centrar a nossa atenção na busca e apropriação crítica de elementos fundamentadores de uma teorização para a Educação em Ciência, por sua vez também necessária para orientar práticas educacionais.João Praia, António Cachapuz, Daniel Gil-Pérez: Hípótese e a experiência científica (reorientação epistemológica)
“Trabalhos recentes de investigação sugerem que freqüentemente os professores de ciências constroem imagens de ciência marcadas por visões de índole empirista/indutivista.... centra a nossa atenção na busca e apropriação crítica de elementos fundamentadores... capazes de contribuir para que os professores se sintam mais informados e, por via disso, sejam mais capazes de fundamentar as suas opções educacionais e didáticas em relação à ciência que ensinam”. João Praia, Antonio Cachapuz e Daniel Gil-Pérez: Problema-teoria-observação (reorientação epistemológica)
LINKS RELACIONADOS
"Educação engloba ensinar e aprender. E também algo menos tangível mas mais profundo: construção do conhecimento, bom julgamento e sabedoria. A educação tem nos seus objetivos fundamentais a passagem da cultura de geração para geração..." Educação: Wikipedia
Inteligencias múltiplas: Teoria desenvolvida a partir dos anos 80 por uma equipe de pesquisadores da universidade de Harvard, liderada pelo psicólogo Howard Gardner, que identificou sete tipos de inteligência no início dos anos 90.
"O Método Paulo Freire consiste numa proposta para a alfabetização de adultos desenvolvida pelo educador Paulo Freire, que criticava o sistema tradicional que utilizava a cartilha para o ensino da leitura e da escrita..." Paulo Freire: Wikipedia....Centro Paulo Freire....Método Paulo Freire.....Biblioteca Digital Paulo Freire
“A música, uma das grandes Belas Artes, é um elemento importantíssimo no processo de alfabetização, que usada adequadamente, com uma metodologia própria, produz resultados surpreendentes, facilitando, incentivando, fixando aprendizagens, socializando e abrindo novas perspectivas de vivências humanas. No processo ensino aprendizagem, a utilização do método da “canção por audição” possibilita ao educador e ao educando, meio acessível de vivenciar experiências significativas, possibilitando um aprender verdadeiro, de forma saudável, alegre, criativa e participativa.” Música na educação de jovens, adultos e idosos: Maria Teresinha Fortes Braz
“No último capítulo de seu livro Teaching as a subversive activity, Postman e Weingartner, diziam em 1969, que embora devesse preparar o aluno para viver em uma sociedade caracterizada pela mudança, cada vez mais rápida, de conceitos, valores, tecnologias, a escola ainda se ocupava de ensinar conceitos fora de foco... a aprendizagem significativa subversiva é uma estratégia necessária para sobreviver na sociedade contemporânea..." Marco Antonio Moreira: Aprendizagem Significativa Crítica
“Todos os dias me vem a tentação de podá-las um pouco para ajudar a crescer, mas permaneço na dúvida entre as duas concepções do mundo e da educação: se agir de acordo com Rousseau e deixar obrar a natureza, que nunca se equivoca e é fundamentalmente boa, ou ser voluntarista e forçar a natureza introduzindo na evolução a mão esperta do homem e o princípio da autoridade. Até agora a incerteza não acabou e em minha cabeça disputam as duas ideologias. (Antonio Gramsci)”: Pedagogia Crítica: CEFETRN

“...Tornar-se autor do próprio mundo, transformar-se em um aprendiz e autônomo usuário de língua , não é somente uma questão de aprender a aprender mas também de aprender como lutar por alternativas culturais. (Pennycook, 1997)...” Vera Menezes: Conceitos de Autonomia

Comentários:
Francisco das Chagas disse...
Eu estava precisando um conteúdo da Teoria de aprendizagem do escritor Marco Antonio Moreira, mas o inicio da abordagem me serviu.

29.11.07

A Formação de Conceitos





"O termo conceito vem do latin: concéptus (ação de conter, ato de receber, germinação, fruto, feto, pensamento) ... "Representação mental de um objeto abstrato ou concreto, que se mostra como um instrumento fundamental do pensamento em sua tarefa de identificar, descrever e classificar os diferentes elementos e aspectos da realidade.
Noção abstrata contida nas palavras de uma língua para designar, de modo generalizado e, de certa forma, estável, as propriedades e características de uma classe de seres, objetos ou entidades abstratas.
Um conceito possui: extensão, que é o número de elementos da classe em questão (o conceito de 'animal' tem maior extensão do que o de 'vertebrado'); e compreensão, que é o conjunto dos caracteres que constituem a definição ('vertebrado', que não inclui todos os animais, tem compreensão mais detalhada do que 'animal')". Houaiss

"Um conceito é uma idéia abstrata ou um símbolo mental, associado especificamente a uma representação correspondente na linguagem ou na simbologia. Denota todos os objetos de uma dada categoria ou de uma classe de entidades, interações, fenômenos, ou de relações entre eles. Os conceitos são generalizações que omitem as diferenças entre as coisas, tratando-as como se fossem idênticas. São universais que se aplicam igualmente a cada coisa. Os conceitos são também os elementos básicos das proposições; de modo análogo, a palavra é o elemento semântico básico da sentença
Ao contrário das percepções, que são imagens particulares de objetos individuais, os conceitos não podem ser visualizados, porque não são percepções individuais. Os conceitos são construtos derivados da razão, somente podem ser pensados e designados por um nome.
Um termo rotula ou designa conceitos. Diversos conceitos, em parte ou inteiramente, podem compartilhar do mesmo termo. Estes diferentes conceitos são fàcilmente confundidos quando equivocadamente usados de forma intercambiável, que é uma falácia. Também, os conceitos de 'termo' e o de 'conceito' são frequentemente confundidos, embora os dois não sejam o mesmo." Conceito: Wikipedia

Possuir um conceito é ter a capacidade de usar um termo que o exprima ao fazer juízos; esta capacidade está relacionada com coisas como saber reconhecer quando o termo se aplica, assim como poder compreender as conseqüências de sua aplicação.Dicionário Oxford de Filosofia
"...Vygotsky foi um dos estudiosos desse tema, desenvolvendo alguns estudos experimentais para observar a dinâmica do processo de formação de conceitos....a formação de conceitos é o resultado de uma atividade complexa, em que todas as funções intelectuais básicas (atenção deliberada, memória lógica, abstração, capacidade para comparar e diferenciar) tomam parte; os conceitos novos e mais elevados transformam o significado dos conceitos inferiores...." Formação dos conceitos científicos e práticas pedagógicas: Cleide Nébias
Mapeamento de conceitos é uma técnica para visualizar as relações entre diferentes conceitos. Um mapa conceitual é um diagrama que exibe as relações entre diversos conceitos. Os conceitos são organizados com setas em uma estrutura hierárquica com ramificações descendentes. A relação entre conceitos é articulada unindo frases, por exemplo, "dá origem", "resulta dentro", é "requerido por" ou "contribui para.” Mapa Conceitual: Wikipedia
“O artigo discute os pressupostos teóricos de uma ação pedagógica voltada para a formação de conceitos em Matemática ... desenvolve análise documental para situar as ações no contexto do movimento de reorganização curricular e de renovação das formas de difusão do conhecimento matemático...”. José Carlos Miguel: Formação de conceitos em matemática.
“Este texto faz uma síntese da teoria de Vygotsky sobre o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. A partir do pensamento de Vygotsky, é elaborada uma contribuição para o ensino de geografia, com ênfase na formação de conceitos geográficos”. Lana de Souza Cavalcanti: Uma contribuição de Vygostsky ao ensino de geografia.
Este artigo apresenta resultados de um estudo empírico que teve como objetivo identificar possíveis mudanças que ocorrem no pensamento de jovens e adultos em processo de escolarização, no âmbito da aprendizagem de um conceito científico determinado. O estudo tomou como referência teorias que investigam as relações entre diferenças culturais e modos de pensamento, explorando a possibilidade de influências da escolarização nos processos de funcionamento cognitivo. Mayra Patrícia Moura: Desenvolvimento do Pensamento: Um estudo sobre o desenvolvimento de conceitos com jovens e adultos em processo de escolarização.

"O objetivo dessa pesquisa é o estudo dos fenômenos que interferem no ensino-aprendizagem do conceito de área no Ensino Fundamental. Além disso,apresenta uma proposta de ensino do conceito de área e uma reflexão sobre a aprendizagem desse conteúdo por meio de uma seqüência didática envolvendo a decomposição e composição de figuras planas. As seguintes hipóteses nortearam o desenvolvimento das diferentes atividades propostas:...".
Sonia Regina Facco: Conceito de área / Uma proposta de ensino-aprendizagem
“...Até agora, nenhuma das teorias representadas é suficientemente abrangente para abarcar os processos cognitivos de perceber, aprender, lembrar e reconhecer....": Vânia F. C. de Sá Henriques, Fátima Regina Brito Uhr e Adriana Benevides Soares em: Formação de Conceitos e a Organização do Conhecimento

A Arte de Resolver Problemas (Problem Solving)


"A resolução de problemas faz parte das formas de pensamento. Considerada a mais complexa das funções intelectuais, "resolver problemas" é o processo cognitivo de mais alto nível que requer a modulação e o controle de várias rotinas ou habilidades fundamentais (Goldstein & Levin, 1987). Ocorre quando um organismo ou um sistema da inteligência artificial não souber como prosseguir de um estado dado a um estado definido como objetivo, completa a situação problemática que inclui a descoberta do problema e a formulação do problema". Wikipedia: Problem-solving

"Como estratégias para a resolução de problemas surgem as heurísticas, que não são mais do que procedimentos destinados a resolver um problema usando regras que possibilitem chegar rapidamente à solução ou aproximar-se dela... Para o ensino da Matemática importa salientar dois aspectos desta definição: só há problema se um indivíduo o quiser resolver; e não existe um método eficaz para encontrar uma solução para o problema (Borralho, 1995)...” Guzmán, 1989, em Borralho, 1995. Resolução de Problemas: Conceptualização, Concepções, Práticas e Avaliação. Joaquim Antonio P. Pinto
“Compreensão do problema: É possível satisfazer a condicionante? A condicionante é suficiente para determinar a incógnita? Ou é insuficiente? Ou redundante? Ou contraditória? Trace uma figura. Adote uma notação adequada. Separe as diversas partes da condicionante. É possível anotá-las?". Veja a apresentação sobre A arte de resolver problemas: Luciana Moura
George Polya (Universidade Stanford), diz que "Uma grande descoberta resolve um grande problema, mas há sempre uma pitada de descoberta na resolução de qualquer problema. O Problema pode ser modesto, mas se ele desafiar a curiosidade e puser em jogo as faculdades inventivas, quem o resolver por seus meios, experimenta o sentimento da autoconfiança e gozará o triunfo da descoberta. Experiências tais, numa idade suscetível, poderão gerar o gosto pelo trabalho mental e deixar, por toda a vida, a sua marca na mente e no caráter". Ermínia de Lourdes Campello Fanti e Aparecida Francisco da Silva: Informática e Jogos no ensino da Matemática

Softwares: (Cabri-géomètre (Cabrilog) ... Cabri-géomètre(Site Oficial)
“... Adotando a concepção de que o ser humano produz 'modelos' ou 'metáforas' na resolução de problemas matemáticos verbais inseridos em contextos reais é, primeiro, apontada a necessidade de entendimento do significado de modelo mental como sendo uma representação mental de um 'todo' em que uma 'teia' cognitiva que envolve significados acerca das suas 'partes' encontram-se estrutural e coerentemente interligados...": Modelos mentais e metáforas na resolução de problemas matemáticos verbais: Cleide Farias de Medeiros
TANGRAM: Incrível jogo chinês formado por apenas sete peças que permitem a criação de milhares figuras. Além de passatempo, o jogo é utilizado para a construção de conceitos em matemática; incentiva a criatividade - novas formas podem ser criadas com as sete peças e, principalmente, para desenvolver a habilidade de resolver problemas. Muitos programas estão disponíveis na Internet, alguns apresentam uma moldura com a forma a ser montada e outros não, tornando mais difícil encontrar a solução. Veja o artigo Tangram publicado na Wikipédia que contém uma série de links relacionados.
Tangram (com e sem moldura) / vários formatos
Tangram (com moldura) ......... Tangram (sem moldura)
TORRE DE HANOI: Jogo inventado pelo matemático francês Edouard Lucas em 1883 que se inspirou em uma antiga lenda a respeito da existência de três estacas para registro do tempo num templo Hindu, numa delas estavam empilhados 64 discos de ouro. Os sacerdotes de Brahma deveriam transferir a pilha de discos - um disco por dia - para a terceira estaca, usando a estaca intermediária como ponto de transferência, não sendo permitido colocar disco maior sobre um menor. Quando o último disco fosse movido, o universo seria extinto. O jogo também é conhecido como Torre de Brahma. Wikipedia
Torre de Hanoi desenvolve a concentração e o raciocínio indutivo. Inicie com três discos para descobrir as regras do jogo. Clique aqui
XADREZ: Melhor jogo já inventado até hoje. Ótima ferramenta educativa para desenvolver a concentração, a sociabilidade, o raciocínio lógico, a tomada de decisão, a imaginação e a criatividade. É uma verdadeira "heurística" para implementar a capacidade de resolver problemas.
"Os hindus explicam através das casas do tabuleiro a passagem do tempo e as influências que regem o mundo, vínculos que unem o xadrez com as almas humanas."Al Masudi, historiador árabe, no ano de 947. Veja mais...
"Em uma época na qual os conhecimentos nos ultrapassam em quantidade e a vida é efêmera, uma das melhores lições que a criança pode obter na escola é como organizar seu pensamento, e acreditamos que esta valiosa lição pode ser obtida mediante o estudo e a xadrez." Veja mais...
“Pretendo que os resultados desta pesquisa, que foram comprovados teoricamente, sirvam como eixo norteador para projetos de implantação do jogo de xadrez em instituições públicas ou privadas de ensino. Outrossim, desejo que os profissionais que atuarão nesta área tenham uma formação adequada a fim de tirarem dela o melhor proveito em benefício da aprendizagem dos educandos.” Eric Augusto Piassi. Xadrez nas escolas: Clube do Xadrez (Tutoriais, downloads, jogos-on-line, etc.)
Regras do Xadrez
Jogue xadrez com o computador
Robot Chess (Aprenda a jogar xadrez com um robot falante)
Freechess Centro de Excelência de Xadrez (CEX)
Central de jogos /xadrez-on-line
Thinking machine 4 / Artificial Intelligence
GAMÃO: “Acredita-se que o gamão teve origem na Mesopotâmia, onde nos dias de hoje se localizam Irã, Iraque e Síria. É o jogo do qual se tem as mais antigas evidências de existência. Costumava-se jogar com dados feitos de ossos, madeira, pedra ou cerâmica em superfícies como madeira usando pedra como material para suas peças. Foi jogado a milhares de anos por egípcios, sumérios, romanos e persas”: Wikipedia
“A presente pesquisa, baseada no construtivismo, teve como objetivo investigar as relações existentes entre a construção das operações de adição e subtração e as estratégias utilizadas pelos sujeitos ao jogar Gamão... Pelos resultados obtidos, constatou-se, através dos procedimentos escolhidos pelos participantes para movimentar suas peças, uma estreita relação entre as estratégias utilizadas por eles durante o jogo, e a construção de interdependências entre a adição e a subtração”. Maria José de Castro Silva, Rosely Palermo Brenelli: O jogo gamão e suas relações com as operações adição e subtração
Gamão Real / Regras do jogo
Jogue contra o computador / Backgammon 3.0
LINKS
The site also includes Problem Solving Information. This provides you with practical information about how to implement problem solving in your maths programme as well as some of the philosophical ideas behind problem solving: nzm4mth / problem solving

Criatividade


A criatividade (ou invenção) é um processo mental que envolve a geração de idéias ou conceitos, ou novas associações entre as existentes idéias e conceitos. Do ponto de vista científico, as produções do pensamento criativo (denominado, às vezes, pensamento divergente) são caracterizadas pela originalidade e relevância...Embora intuitivamente simples, a criatividade é um fenômeno extremamente complexo. Tem sido estudada a partir das perspectivas do behaviorismo, da psicologia social, da psicometria, da ciência cognitiva, da inteligência artificial, da filosofia, da história, da economia, das pesquisas sobre projeto, do comércio, e da administração, entre outras.
Tais estudos consideram a criatividade ordinária, a criatividade singular e mesmo a criatividade artificial. A criatividade, também, é creditada à intervenção divina, aos processos cognitivos, ao ambiente social, aos traços da personalidade e, ao acaso (“acidente” ,“serendipidade”).

Foi associada à genialidade, à doença mental e ao humor. Alguns dizem que é inata; outros dizem que se pode ensinar com a aplicação de algumas técnicas de criatividade. Embora comumente associada à arte e à literatura, é também força motivadora da inovação e da invenção e é importante nas profissões tais como o comércio, economia, arquitetura, projeto industrial, ciência e engenharia.
A despeito da imprecisão e da natureza multidimensional da criatividade, indústrias criativas se empenham na perseguição de idéias inovadoras e no desenvolvimento de técnicas de criatividade. Este fenômeno misterioso, embora inegavelmente importante e constantemente presente, parece ser mais uma tentação do que um apelo à investigação científica.“Criatividade, diz-se, consiste principalmente em reorganizar o que nós sabemos a fim encontrar a solução dos nossos problemas” George Kneller

A criatividade na psicologia e na ciência cognitiva
O estudo das representações mentais e dos processos subjacentes ao pensamento criativo pertence aos domínios da psicologia e da ciência cognitiva. Uma abordagem psicodinâmica sobre a compreensão da criatividade foi proposta por Sigmund Freud, que sugeriu ser a criatividade o resultado de desejos frustrados como fama, fortuna, e amor. A energia bloqueada num processo neurótico de frustração e tensão emocional é sublimada em atividade criativa. (Freud posteriormente retirou este ponto de vista!)

Graham Wallas, em sua obra A Arte de Pensamento, publicada em 1926, apresentou um dos primeiros modelos do processo criativo. Wallas descreve os insights criativos e iluminações em cinco fases:

(I) preparação (trabalho prévio sobre um problema que concentra a mente do indivíduo sobre o problema e explora as dimensões do problema),

(II) incubação (onde o problema é internalizado na mente subconsciente e nada parece estar a acontecer externamente),

(III) intimação (a pessoa criativa percebe um "sentimento" de que uma solução está a caminho),

(IV) iluminação ou insight (onde a idéia criativa emerge dos processos pré-consciente e se manifesta na consciência; e

(V) verificação (onde a idéia é conscientemente verificada, elaborados e, em seguida, aplicada). Em numerosas publicações, o modelo de Wallas é descrito como apenas quatro etapas, considerando "intimação" como um sub-estágio.

Existem algumas pesquisas empíricas que questionam se o conceito de "incubação" no modelo de Wallas implica um período de repouso ou interrupção de um problema e exige ajuda criativa do processo de resolução de problemas. Ward enumera várias hipóteses que têm sido desenvolvidas para explicar por que a incubação pode ajudar na resolução criativa de problemas, e aponta como algumas evidências empíricas são consistentes com a hipótese de que a incubação favorece a resolução criativa de problemas, na medida em que permite "o esquecimento" das pistas irrelevantes . A ausência da incubação pode levar o investigador de problemas a se fixar em estratégias inadequadas.
Este trabalho compete com as antigas hipóteses de que soluções criativas para problemas surgem misteriosamente da mente inconsciente, enquanto a mente consciente fica ocupada em outras tarefas.
Wallas considera a criatividade um legado do processo evolutivo que possibilita ao homem rápida adaptação às transformações do ambiente.

Simonton apresenta uma perspectiva atualizada sobre esta visão em seu livro, Origens do gênio: Perspectivas Darwinianas sobre a criatividade.

Guilford realizou importante trabalho sobre criatividade, estabelece uma distinção entre produções convergentes e divergentes (conhecidas como pensamento convergente e divergente). O pensamento convergente busca uma única e correta solução para um problema, enquanto que o pensamento divergente se preocupa com a geração de múltiplas respostas para uma série problema. O pensamento divergente, às vezes, é usado como sinônimo de criatividade na literatura psicológica. Outros pesquisadores têm utilizado ocasionalmente os termos pensamento flexível ou inteligência fluídica, que são mais ou menos semelhantes à (mas não sinônimo de) criatividade.

Arthur Koestler em O ato da Criação enumera três tipos de criatividade individual – a do Artista, do Sábio e do Palhaço. Partidários dessa tríade aplicam os três elementos necessários ao mundo dos negócios, bem como em empresas "verdadeiramente criativas". Koestler introduziu o conceito de bissociação - criatividade que surge como resultado do encontro de dois objetos que não se relacionam entre si.

Em 1992 Finkel. Propôs o modelo 'Geneplore' em que a criatividade ocorre em duas fases: a fase de geração, em que um indivíduo constrói representações mentais conhecidas como estruturas pré-inventivas, e uma fase exploratória onde essas estruturas são utilizados para se chegar a idéias criativas. Weisberg, ao contrário, argumenta que a criatividade envolve apenas simples processos cognitivos produzindo resultados extraordinários.

Nos anos 90, várias abordagens na ciência cognitiva relacionadas com metáfora, analogia e estrutura de mapeamento se encontraram, e está surgindo uma nova concepção integrada para o estudo da criatividade na ciência, arte e humor rotulada como combinação conceitual. "Criatividade é a habilidade de imaginar o que está fora da caixa a partir do seu interior" - The Ride. Criatividade - Wikipedia

LINKS

Criatividade: Um site dedicado a quem vai ousadamente onde ninguém jamais esteve
Associação Educativa para o desenvolvimento da Criatividade
Criatividade: Uma Arquitetura Cognitiva
American Creativity Association
Creativity: Literature Review

Educação de jovens e adultos


“A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um sistema de ensino utilizado na rede pública no Brasil para a inclusão de jovens e adultos na educação formal. Em síntese, tem o propósito de desenvolver o ensino fundamental e médio com qualidade para aqueles que perderam a oportunidade de se escolarizar na época própria por arrimo ou por inadaptação. É regulamentada pelo artigo 37, da lei nº 9394 de 20 de Dezembro de 1996 (LDB).

É uma educação que passou por várias agressões por parte de muitos políticos que a não queriam, pois acreditavam que a eliminação do analfabetismo se limitava apenas em proporcionar uma educação de qualidade para as crianças e quanto aos adultos analfabetos, já tem o seu destino traçado na morte, pois a medida que são analfabetos, consequentemente não conseguem emprego e nem o seu sutento, daí acabam morrendo de fome (Crença do Senador Darcy Ribeiro). Mas devido à lutas de outros senadores e deputados, em prol de uma educação também para esses que não tiveram, muitas vezes, condições de estudar, com a formulação de projetos em favor da Educação de Jovens e Adultos, o Senador Darcy modificou o seu conceito e atribui em projeto de lei para a LDB o conceito de educação de adultos como o que está citado logo no ínicio. (GADOTTI;ROMÃO, 2005, Educação de Jovens e Adultos: Teoria, prática e proposta)” Wikipédia

“As atuais iniciativas referentes à Educação de Jovens e Adultos trabalhadores, no Brasil, adotadas pelo Governo Federal, são marcadas por duas ordens de questões, de caráter socioeconômico, que se complementam. A primeira constitui expressão histórica do quadro de distribuição profundamente desigual dos bens materiais e simbólicos, bem como da negação dos direitos fundamentais – entre os quais se destaca o direito pleno à educação – para a maioria da classe trabalhadora. A segunda, de origem recente, resulta das repercussões internas da reestruturação produtiva, do aprofundamento do processo de internacionalização do capital e da redefinição das condições de inserção dependente e subordinada do país no capitalismo internacional, a partir do final dos anos de 1980.” A educação de jovens e adultos trabalhadores brasileiros no século XXI: Formação de adultos: políticas e práticas

“Já são cerca de 4,2 milhões de alunos em todo o país. Esse número tende a crescer com os projetos de combate ao analfabetismo. Há um intenso movimento de jovens e adultos voltando à sala de aula. Quem não teve oportunidade de estudar na idade apropriada, ou que por algum motivo abandonou a escola antes de terminar a Educação Básica, está procurando as instituições de ensino para completar seus estudos. Aqueles que não sabem ler e escrever pretendem ser alfabetizados. Os que já têm essas habilidades desejam adquirir outros saberes — e diploma, naturalmente — para que tenham chances no concorrido mercado de trabalho e sintam-se cidadãos responsáveis pelos destinos do país. Nesta e na próxima edição de ESCOLA você vai conhecer um pouco mais sobre teoria e prática da Educação de Jovens e Adultos.” Educação de Jovens e Adultos: Sonia Maria Rummert

“Cerca de 781 milhões de adultos no mundo que são analfabetos, e cerca de 64% deste montante são mulheres. O Portal de Alfabetização da UNESCO visa aprimorar a capacidade da Organização em coordenar a Década das Nações Unidas para a Alfabetização [United Nations Literacy Decade - UNLD] e a Iniciativa de Alfabetização para o Empoderamento [Literacy Initiative for Empowerment - LIFE], uma estratégia global para atingir os objetivos da Década. Leia mais...

O Movimento de Educação de Jovens e Adultos do Instituto Paulo Freire é, hoje, antes de tudo, compromisso contra a discriminação e exclusão de pessoas.

Programas de educação de jovens e adultos e pesquisa acadêmica: a contribuição dos estudos do letramento: Ângela B. Kleiman



Programação...... Apresentação .......Avaliação/Vídeo


Passeio Cultural Noturno

Bem vindos ao blog spnoite.
Nossa intenção é realizar um tour(passeio) virtual pela maravilhosa cidade de São Paulo.Queremos destacar e resgatar a memória de São Paulo como a arquitetura, os monumentos históricos, as igrejas, viadutos, os centros culturais, a beleza estética de seus prédios antigos e novos, etc. Neste tour estaremos conhecendo um pouco mais sobre a geografia, a história, o meio ambiente e pessoas que contribuíram e contribuem para a formação desta metrópole que tanto amamos...